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	<title>Raindrop: Pagan Poetry &#187; 2003</title>
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	<description>A concentração de todo esse vazio</description>
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		<title>Fábula do Arco-Íris</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Dec 2003 16:49:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>D</dc:creator>
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		<category><![CDATA[2003]]></category>
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		<description><![CDATA[
Azul. Uma luz azul corta a escuridão. O pequeno raio segue, intocado, sempre na direção que foi lançado. A ele não importa o que irá iluminar.

E em um ponto ele se encontra com um raio amarelo. &#8220;Para onde vais, raio azul?&#8221;. O raio amarelo pergunta.

&#8220;Aonde vou? Como se isso o interessasse! Vou sempre em frente, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } --></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"><span lang="pt-BR">Azul. Uma luz azul corta a escurid</span><span lang="pt-BR">ão. O pequeno raio segue, intocado, sempre na direção que foi lançado. A ele não importa o que irá iluminar.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" lang="pt-BR" align="justify">
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"><span lang="pt-BR">E em um</span><span lang="pt-BR"> ponto ele se encontra com um raio amarelo. &#8220;Para onde vais, raio azul?&#8221;. O raio amarelo pergunta.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" lang="pt-BR" align="justify">
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"><span lang="pt-BR">&#8220;Aonde vou? Como se isso o interessasse! Vou sempre em frente, na </span><span lang="pt-BR">direção em que fui lançado. Como, aliás, todo raio de luz!&#8221;. A resposta do azul foi seca. O amarelo então foi embora.<br />
<span id="more-148"></span></span>
</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" lang="pt-BR" align="justify">
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" lang="pt-BR" align="justify">Mais a frente se deparou com um feixe roxo, que tambem o perguntou: &#8220;Onde vais, raio azul?&#8221;.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" lang="pt-BR" align="justify">
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"><span lang="pt-BR">Este, j</span><span lang="pt-BR">á irritado, respondeu: &#8220;Vou sempre em frente, ao invés de ficar me intrometendo na vida dos outros!&#8221;</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" lang="pt-BR" align="justify">
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"><span lang="pt-BR">E assim foi prosseguindo, sendo ainda interrompido por mais cinco raios em seu percurso, dando sempre respostas grossas</span><span lang="pt-BR"> às perguntas que faziam.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" lang="pt-BR" align="justify">
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"><span lang="pt-BR">At</span><span lang="pt-BR">é que, mais a frente, os sete raios voltaram juntos para falar com ele. &#8220;Ora, se não é nosso amigo anti-social! Olhe como juntos, sem sua preocupação de sempre seguir em frente, ficamos belos e chamativos! Formamos um arco-íris! E se voce parasse por um instante, se juntasse a nós, seria belo também!&#8221;</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" lang="pt-BR" align="justify">
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"><span lang="pt-BR">O raio azul sequer lhes deu aten</span><span lang="pt-BR">ção, seguindo sempre seu caminho. Só que estava rindo-se à medida que pensava: &#8220;Pobres tolos&#8230; Se orgulham de serem um arco-íris, e sequer percebem que sou o azul do céu que os envolve!&#8221;</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"><span lang="pt-BR"><a rel="attachment wp-att-149" href="http://diegolima.org/rpp/?attachment_id=149">Fábula do Arco-Íris &#8211; Download em PDF</a><br />
</span></p>
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		<title>O Velho</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Nov 2003 01:12:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>D</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos]]></category>
		<category><![CDATA[2003]]></category>
		<category><![CDATA[contos]]></category>

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		<description><![CDATA[Teto branco. Cama cinza com colchão igualmente sem cor, como o teto e as paredes. A porta, negra, era o único contraste no quarto. A porta mesmo aberta não deixava entrar qualquer tipo de claridade, apenas um véu negro jazia do outro lado. Não haviam janelas. A única fonte de luz era um abajour sempre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"><span lang="pt-BR">Teto branco. Cama cinza com colch</span><span lang="pt-BR">ão igualmente sem cor, como o teto e as paredes. A porta, negra, era o único contraste no quarto. A porta mesmo aberta não deixava entrar qualquer tipo de claridade, apenas um véu negro jazia do outro lado. Não haviam janelas. A única fonte de luz era um abajour sempre aceso em um dos cantos. Sobre o chão pois não havia qualquer outra mobília no quarto.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" lang="pt-BR" align="JUSTIFY">
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"><span lang="pt-BR">Neste quarto ele, deitado, desenhava com um velho lápis. No papel, o rosto de um velho, cheio de rugas e expressões faciais, tomava seus últimos contornos. Os olhos negros saltavam da página levando consigo toda a tristeza que estava igualmente estampada em seu rosto.  Os profundos traços em sua testa mostravam que durante sua vida viveu intensamente todo tipo de emoção.  Seus lábios, volumosos, cerrados tinham textura quebradiça, os cantos da sua boca com pequenas depressões de quem um dia riu muito. Depressões também abaixo de seus olhos, vales que um dia haviam sido regados abundantemente pelas lágrimas.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" lang="pt-BR" align="JUSTIFY">
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"><span lang="pt-BR">Uma pequena cicatriz no lado esquerdo do rosto, lembranças dos tempos em que batalhara contra a vida. Sim, como havia batalhado! No papel apenas esta era visível, por se tratar apenas do retrato de sua face, mas em seu corpo haviam sido talhadas marcas diversas, nunca havia desistido da luta. Não soubera naquela época por que lutava, apenas continuava pela esperança de um dia descobrir o motivo. Nunca fora orgulhoso de sua pátria, nunca fora fiel a pessoa alguma a ponto de continuar apenas por isso. Vivia sempre com a vã esperança de não se arrepender de tudo pelo que lutara.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" lang="pt-BR" align="JUSTIFY">
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"><span lang="pt-BR">Lutara até o último dia. Destruiu várias vidas, entristeceu inúmeras pessoas, partiu mais corações que poderia contar. Desenvolvera as mais covardes técnicas para atingir seus objetivos, tornara-se um mestre nas artes de camuflagem e espionagem. Os olhos pareciam até mesmo no papel ainda reterem esse poder, de ao mínimo contato lerem todas as coisas que as pessoas tentavam esconder. </span></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" lang="pt-BR" align="JUSTIFY">
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"><span lang="pt-BR">E aprendera a confeccionar máscaras como ninguém. O rosto naquele papel podia assumir qualquer forma que desejasse. Conseguia ser a pessoa que quisesse, conseguia simular sentimentos e emoções tão bem que muitas vezes em sua vida enganara a si próprio. Muitas vezes inclusive havia se perdido no quarto de máscaras, sem saber qual era a face real e quais eram suas criações. Testara uma por uma, mas nunca ficara satisfeito. Todas eram boas para algumas situações, porém para outras eram totalmente incompatíveis. Boa parte de sua vida passara testando, uma a uma, essas máscaras.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" lang="pt-BR" align="JUSTIFY">
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"><span lang="pt-BR">As mãos trêmulas terminaram o desenho. Olhou com satisfação para o pedaço do papel, para os traços de diversos tons cinzas. E novamente seus lábios esboçaram um sorriso, desta vez real. Colou o papel na parede branca. Era a única coisa que faltava em seu quarto vazio.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" lang="pt-BR" align="JUSTIFY">
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" lang="pt-BR" align="JUSTIFY">Um espelho.</p>
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		<title>Inocência</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Oct 2003 14:34:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>D</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos]]></category>
		<category><![CDATA[2003]]></category>
		<category><![CDATA[poesias]]></category>

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		<description><![CDATA[Inocência branca e bela
Atrás de pedras espreita
Luz que sobressai na sombra
Delicados traços; pureza singela
Longos e finos dedos alvos
Enrubrecidos pelo sangue
Das tantas almas que caíram
Por sua beleza assumida
Seduz por sua fragilidade
Não vejo nela, porém,
Nenhum caminho, nenhuma
Forma de buscar prazer,
Minha deusa, minha felicidade.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Inocência branca e bela<br />
Atrás de pedras espreita<br />
Luz que sobressai na sombra<br />
Delicados traços; pureza singela</p>
<p>Longos e finos dedos alvos<br />
Enrubrecidos pelo sangue<br />
Das tantas almas que caíram<br />
Por sua beleza assumida</p>
<p>Seduz por sua fragilidade<br />
Não vejo nela, porém,<br />
Nenhum caminho, nenhuma<br />
Forma de buscar prazer,<br />
Minha deusa, minha felicidade.</p>
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