Raindrop: Pagan Poetry

Tag: poesias

Goodbye

by D on Dec.02, 2009, under Textos

Alone once again
I watch the sunset,
with tears in my eyes
And in the distance the car goes by.

The end of a day
Comes in the flight of an osprey.
To the stars in the sky
I say goodnight.

And the knife cutting through my heart
Leaves me devoid of emotion
No strength left to cry
No will left to try

No songs left to sing
No smiles, no strings.
With no emotions inside,
I say goodbye.

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A Longa Caminhada

by D on Nov.12, 2009, under Textos

E assim termina a longa caminhada
Depois de tantos anos, tanta história,
Tantos planos e idéias inacabadas,
Chegamos ao fim vazio da estrada

Podemos encher nossos pulmões de areia,
E fincar nossa bandeira no chão empoeirado
Orgulhosos de termos finalmente completado
A marcha sem precisar de ajuda alheia

Olhamos o sol se por atrás das dunas
E a escuridão rapidamente nos abraçar
Não lutamos – descansamos
E bebemos homenageando as sombras

Sonhos vendidos por poucas moedas
Corações trocados por efêmeros prazeres
Em algum lugar escolhemos o caminho errado
E assim termina a longa caminhada.

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Vaidade

by D on Oct.29, 2009, under Textos

Vaidade
Da idade
Vã.

Idade das cidades
Das lojas, das modas
Dos carros e luzes.

Sombra da vaidade
espera o pincel quebrar
Frágil pincel que pinta o ego
Que atrás se esconde alma fácil, frágil.

Ah, a vaidade
Que aos poucos espalha o esmalte corrupto
E que aos nossos tolos olhos brilha
Amo-a!

Vaidade – vaidoso
Da idade – idoso
Vã – humanos.

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Madrugada

by D on Oct.22, 2009, under Textos

Neste dia quero pela noite vagar
Chuva caindo sobre minha cabeça
Até onde as luzes se acabam
E no meio da escuridão há aquele bar

Quero entrar encharcado,
Cansado, perdido, desarrumado,
Pedir a bebida de sempre
Que nem sei qual é.

E então olhar para o lado,
Ver, pasmo, os cabelos alaranjados,
O sorriso, lábios vermelhos, olhar vagante
Com a mente viajante tocando a mesma canção.

Esta noite quero nos embriagar,
Com palavras, com gestos, com sensações,
Para sairmos em meio às sombras
Iluminando o fim da noite.

E quando chegarmos, a algum lugar,
Sem combinar trocarmos um beijo,
Sentir o doce da alma, o calor do desejo,
As curvas da pele, o pulsar do peito sob a mão.

Sem luzes, sem culpa, sem inibições,
Olhar o rosto adormecido, acariciá-lo suavemente,
Beijar suavemente a moça, pela última vez.

Pois quando o sol nascer já estaremos longe
E quero me lembrar com carinho,
Sentir que naquela madrugada fomos felizes,
Mas não quero esperar nada na manhã.

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Saturno

by D on May.25, 2009, under Textos

Agulhas brilhantes cortavam seus olhos,
Que contemplavam o céu estrelado.
Luzes da estrada, levando ao nada,
Luzes dos carros que se misturavam à neblina.

O ar frio e seco percorre a garganta
Um sopro.
Um sopro seco
Um sopro seco e vazio.

Mas enquanto ele também virava névoa,
Enquanto o frio tomava seu corpo,
Ele sorria, com uma triste alegria.

Ele viu os anéis de saturno.

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