Raindrop: Pagan Poetry

Tag: poesias

Madrugada

by on Oct.22, 2009, under Textos

Neste dia quero pela noite vagar
Chuva caindo sobre minha cabeça
Até onde as luzes se acabam
E no meio da escuridão há aquele bar

Quero entrar encharcado,
Cansado, perdido, desarrumado,
Pedir a bebida de sempre
Que nem sei qual é.

E então olhar para o lado,
Ver, pasmo, os cabelos alaranjados,
O sorriso, lábios vermelhos, olhar vagante
Com a mente viajante tocando a mesma canção.

Esta noite quero nos embriagar,
Com palavras, com gestos, com sensações,
Para sairmos em meio às sombras
Iluminando o fim da noite.

E quando chegarmos, a algum lugar,
Sem combinar trocarmos um beijo,
Sentir o doce da alma, o calor do desejo,
As curvas da pele, o pulsar do peito sob a mão.

Sem luzes, sem culpa, sem inibições,
Olhar o rosto adormecido, acariciá-lo suavemente,
Beijar suavemente a moça, pela última vez.

Pois quando o sol nascer já estaremos longe
E quero me lembrar com carinho,
Sentir que naquela madrugada fomos felizes,
Mas não quero esperar nada na manhã.

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Saturno

by on May.25, 2009, under Textos

Agulhas brilhantes cortavam seus olhos,
Que contemplavam o céu estrelado.
Luzes da estrada, levando ao nada,
Luzes dos carros que se misturavam à neblina.

O ar frio e seco percorre a garganta
Um sopro.
Um sopro seco
Um sopro seco e vazio.

Mas enquanto ele também virava névoa,
Enquanto o frio tomava seu corpo,
Ele sorria, com uma triste alegria.

Ele viu os anéis de saturno.

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Ethereal

by on Apr.16, 2009, under Textos

Momentos, ao vento,
Palavras, trocadas,
Existências misturadas,
Tão rápido,
Tão rápido…

Quadros perdidos,
Sentidos esquecidos
Entes, queridos,
Abandono, abandonam.

Realidade frágil, frágil,
Música forte, baixa,
Sem sentido, ouvindo
De longe.

Cidades abandonadas,
Nuvens espalhadas,
Solidão cinza-cimento,
Vida que escorre pelos dedos.

Etérea.


Raindrop Pagan Poetry – Ethereal

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Untitled 1

by on Mar.02, 2009, under Textos

Falem comigo, me resgatem
Deste abismo que é a vida
Me mostrem o caminho da escuridão
Sem trazer consigo lanternas

Guio-me pela melancolia
Carregando meu manto atroz
Não espero uma estrela guia
Apenas meu triste algoz

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Fonte

by on Jan.30, 2009, under Textos

Tantas palavras



Tanto silêncio



Tantas batalhas travadas, tantas vitórias alcançadas,
Vitórias sem sentido,
olhares que procuram,
tanta aversão.

Mentes literadas que não sabem enxergar além do banal,

além das linhas
Há muito mais que palavras,



sem jamais apreciar.
Há uma fonte, e a destroem.

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