Raindrop: Pagan Poetry

Tag: poesias

Eu Não

by on Jan.30, 2009, under Textos

Sabe quando você sai brincando na chuva,
Pulando de poça em poça, rindo e cantando,
E quando as luzes iluminam as últimas ruas
cores quentes parecem preencher seus olhos?

E sabe quando você vai ao mercado,
o barulho das pessoas parece música aos ouvidos,
sentindo a vida pulsante, cercado,
o mundo parecendo o abraçar?

Me pergunto e me perguntam isso,
A contragosto parece fazer sentido.
Respiro e forço-me a responder:
O título.

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Frio

by on Jan.20, 2009, under Textos

Frio que cresce, sufoca, aperta,
O, frágil, pulso incerto, apressa,
O grito, engolido, medo enxerta,
Profundo desespero engessa
Na carne não mais inanimada do peito.

Palavras estraçalham as flores e panos,
Desnudando a estátua, mostrando o humano.

Puxo as cortinas, tranco as portas
Mas tudo inunda, invade e pilha
Derrotas, lágrimas vivas, almas mortas
Apagando luzes, tornando tudo em ilha

Silêncio engole doce e vomita ácido
Até que desce a escuridão e tudo consome.

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Inauguração

by on Jan.19, 2009, under Textos

Agradeço a tu que, triste, desamparada, rejeitada,
Não me tocaste, olhaste, percebeste.
A tu que em ingênua e carente inocência,
Estendeste a mão que trouxe este espírito ao mundo.

Feliz seja por seguir adiante e me abandonar,
Intocado, puro, dormindo profundamente,
Sem minha alma alma macular e sem tuas mãos sujar.
(continue reading…)

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Inocência

by on Oct.21, 2003, under Textos

Inocência branca e bela
Atrás de pedras espreita
Luz que sobressai na sombra
Delicados traços; pureza singela

Longos e finos dedos alvos
Enrubrecidos pelo sangue
Das tantas almas que caíram
Por sua beleza assumida

Seduz por sua fragilidade
Não vejo nela, porém,
Nenhum caminho, nenhuma
Forma de buscar prazer,
Minha deusa, minha felicidade.

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